Práticas de pesquisa em comunidades vulneráveis orientadas pelo Design Estratégico
Resumo
Este artigo apresenta práticas de pesquisa estruturantes do projeto para desenvolvimento da comunidade Vida Nova, em Porto Alegre, RS. De natureza exploratória, objetiva compreender o modus vivendi da comunidade, como espaço (expressões geo-espaciais) e território (expressões de cultura) e desenhar cenários para projetos transformadores. Reconhecida como prática cartográfica, o paradigma teórico-metodológico é o Design estratégico, ressignificado pelo pensamento complexo. A matéria empírica foi identificada pelas estratégias de Pesquisa Bibliográfica, Documental, Quantitativa e Qualitativa, além de Diários de campo. A interpretação dos materiais permitiu sintetizar as expectativas da população e reconhecer prioridades que orientaram a elaboração de cenários sistêmicos para ação projetual. Cenários é tematizado pela Qualidade de Vida e pelas categorias nucleares (Saúde e Educação) e configurantes (Moradia Digna e Geração de Renda).
Palavras-chave
Texto completo:
PDFReferências
BECCARI, M.; PORTUGAL, D. B.; PADOVANI, S. Seis eixos para uma filosofia do design. Estudos em Design, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, p. 13-32, 2017. Semestral.
BENTZ, I. A cartografia como expressão da sensibilidade: abdução, rizoma e criação. Intexto, Porto Alegre, n. 54, e-120463, 2022. Anual.
CHAUÍ, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000. 440 p.
DELEUZE, G. O que é um dispositivo. In: MICHEL FOUCAULT, filósofo. Barcelona: Gedisa, 2016. p. 144. (Publicado originalmente em 1989).
DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil platôs. São Paulo: Edições 34, 2008. 144 p.
FRANZATO, C. et al. Inovação cultural e social: design estratégico e sistemas criativos. In: FREIRE, K. (org.). Design estratégico para a inovação cultural e social. São Paulo: Kazuá, 2015. p. 157-182.
GEERTZ, C. A interpretação das culturas. São Paulo: LTC, 2012. 224 p.
GUATTARI, F. As três ecologias. Campinas: Papirus, 2009. 56 p.
HARAWAY, D. Saberes localizados: a questão do feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos PAGU, Campinas, n. 5, p. 7-41, 1995. Quadrimestral.
MANZINI, E. Quando todos fazem design: uma introdução ao design para a inovação social. São Leopoldo: Unisinos, 2017. 254 p.
MARENKO, B.; BRASSETT, J. (ed.). Deleuze and Design. Edinburgh: Edinburgh Press, 2015. 264 p.
MORIN, E. A religação dos saberes. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001. 584 p.
MORIN, E. A ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. 350 p.
MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2011. 120 p.
PEDROZO, D.; BENTZ, I. O processo de design pelo olhar da complexidade: uma oportunidade de ressignificação pelas estratégias. Estudos em Design, v. 29, n. 1, p. 131-142, 2021. Semestral.
POLIDORO, M.; NIEVINSKI, F. G.; DE OLIVEIRA, D. C. Laudo técnico situacional da comunidade Vida Nova: bairro Restinga, Porto Alegre, RS. Porto Alegre: UFRGS; Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Instituto Federal do Rio Grande do Sul, 2019. 49 p.
ROBINSON, A. et al. Elements of Cartography. Nova Jersey: John Wiley & Sons, 1953. 690 p.
ZURLO, F. Design Strategico. In: XXI SECOLO. v. 4: Gli spazi e le arti. Roma: Enciclopedia Treccani, 2010. 136 p.
DOI: https://doi.org/10.35522/eed.v34i1.2335
Apontamentos
- Não há apontamentos.
Direitos autorais 2026 Ione Maria Ghislene Bentz, Paulo Henrique da Rocha Bittencourt

Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.
Revista Estudos em Design, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, ISSN Impresso: 0104-4249, ISSN Eletrônico: 1983-196X

Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.