Pesquisa experimental sobre tipografia inclusiva para a terceira idade

Bruno Serviliano Santos Farias, Paula da Cruz Landim

Resumo


O envelhecimento populacional tenderá a se intensificar nos próximos 50 anos, exigindo da sociedade novas demandas e arranjos sociais. No Brasil, além do próprio processo de envelhecimento, que compromete as capacidades motoras, sensoriais e cognitivas, o idoso brasileiro tem baixa escolaridade. Por isso, as Universidades da Terceira Idade são tão populares no país. O design, imbuído de métodos inclusivos, pode propor novos artefatos acessíveis para essa nova realidade. Assim, o objetivo desse estudo é compreender a relação entre os elementos tipográficos e o processo de envelhecimento, em especial no desempenho da percepção e compreensão. O presente estudo apresenta uma pesquisa sobre tipografias inclusivas para a Terceira Idade. Através de métodos experimentais com 44 idosos em situação de ensino foi possível analisar as características mais adequadas para esse público. As possíveis hipóteses levantadas nessa pesquisa apontam para as seguintes articulações inclusivas: o estilo de traço com contraste mínimo e elementos de diferenciação.


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DOI: https://doi.org/10.35522/eed.v28i1.892

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