Painel semântico: revisão sistemática da literatura sobre uma ferramenta imagética de projeto voltada à definição estético-simbólica do produto

Marcos Roberto dos Reis, Eugenio Andrés Díaz Merino

Resumo


O painel semântico é uma ferramenta imagética utilizada no decorrer do processo de definição estética (design) do projeto e tem, por finalidade, servir como referência estético-simbólica da forma e alinhar conceitos semânticos entre os profissionais envolvidos. Apesar de ser utilizado com frequência nos ambientes acadêmico e profissional, pesquisadores pontuam que o painel possui uma quantidade escassa de pesquisas direcionadas a explorar seus procedimentos de construção e aplicações. Este artigo tem como objetivo identificar as pesquisas publicadas que abordam esta ferramenta como principal elemento de estudo. O procedimento de pesquisa envolveu uma revisão sistemática da literatura, com consulta a oito bases de dados. Como resultado, foram identificadas 22 pesquisas, sendo estas divididas em 5 perfis temáticos e analisadas por suas características e contribuições. Observa-se, neste contexto, uma tendência por pesquisas relacionadas à virtualização e automatização do processo de elaboração do painel. Conclui-se que o painel semântico ainda é uma ferramenta com pequena quantidade de pesquisas publicadas e que estas têm sido, em sua maioria, direcionadas a tornar mais colaborativas e ágeis as práticas de seu processo construtivo, contribuindo com a dinâmica dos processos de projeto.


Palavras-chave


Construção do painel semântico, Processo de design, Revisão sistemática

Texto completo:

PDF

Referências


BAXTER, M. Projeto de Produto: guia prático para o design de novos produtos. Traducao Itiro Iida. 3. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2011.

BERNARDES, A. M. et al. Kanseiboards : Proposta de aplicação de Engenharia Kansei para a catalogação de referências criativas e construção de mood boards em mídia digital. Educação Gráfica (UNESP Bauru), v. 19, n. 1, p. 44–62, 2015.

BRUSEBERG, A.; MCDONAGH, D.; WORMALD, P. The use of images to elicit user needs for the design of playground equipment. In: MCDONAGH, D. et al. (Eds.). . Design and Emotion. London: CRC Press, 2003. p. 114–118.

BÜRDEK, B. E. Design: History, Theory and Practice of Product Design. 2. ed. Basel: Birkhäuser Basel, 2015.

CASSIDY, T. The Mood Board Process Modeled and Understood as a Qualitative Design Research Tool. Fashion Practice, v. 3, n. 2, p. 225–251, 27 nov. 2011.

CASSIDY, T. D. Mood boards: Current practice in learning and teaching strategies and students’ understanding of the process. International Journal of Fashion Design, Technology and Education, v. 1, n. 1, p. 43–54, mar. 2008.

CHANG, H.-M. et al. Mood Boards as a Universal Tool for Investigating Emotional Experience. In: Lecture Notes in Computer Science (including subseries Lecture Notes in Artificial Intelligence and Lecture Notes in Bioinformatics). [s.l: s.n.]. v. 8520 LNCSp. 220–231.

DE WET, A. J. C. C. An educational tool to encourage higher level thinking skills in the selection of images for fashion design mood boards: an action research approach. International Journal of Fashion Design, Technology and Education, v. 10, n. 1, p. 16–25, 2 jan. 2016.

ENDRISSAT, N.; ISLAM, G.; NOPPENEY, C. Visual organizing: Balancing coordination and creative freedom via mood boards. Journal of Business Research, v. 69, n. 7, p. 2353–2362, jul. 2016.

FADZLI, S. A.; SETCHI, R. Concept-based indexing of annotated images using semantic DNA. Engineering Applications of Artificial Intelligence, v. 25, n. 8, p. 1644–1655, dez. 2012.

FREEMAN, C.; MARCKETTI, S.; KARPOVA, E. Creativity of images: using digital consensual assessment to evaluate mood boards. Fashion and Textiles, v. 4, n. 1, p. 17, 28 dez. 2017.

GARNER, S.; MCDONAGH-PHILP, D. Problem Interpretation and Resolution via Visual Stimuli: The Use of “Mood Boards” in Design Education. International Journal of Art and Design Education Design Education, v. 20, n. 1, p. 57–64, fev. 2001.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2017.

GREENHALGH, T. Papers that summarize other papers (systematic review and meta-analyses). British Medical Journal, v. 315, n. 7109, p. 672–675, 1997.

KOCH, J. et al. May AI? Proceedings of the 2019 CHI Conference on Human Factors in Computing Systems - CHI ’19. Anais...New York, New York, USA: ACM Press, 2019Disponível em:

LÖBACH, B. Design Industrial: bases para a configuração dos produtos industriais. São Paulo: Edgard Blücher, 2001.

LUCERO, A. Framing, aligning, paradoxing, abstracting, and directing: How design mood boards work. Designing Interactive Systems Conference, DIS ’12. Anais...New York: ACM Press, 2012Disponível em:

LUCERO, A. Funky-Design-Spaces: Interactive Environments for Creativity Inspired by Observing Designers Making Mood Boards. In: ABASCAL, J. et al. (Eds.). . Lecture Notes in Computer Science (including subseries Lecture Notes in Artificial Intelligence and Lecture Notes in Bioinformatics). Lecture Notes in Computer Science. Cham: Springer International Publishing, 2015. v. 9298p. 474–492.

LUCERO, A.; ALIAKSEYEU, D.; MARTENS, J.-B. Augmenting Mood Boards: Flexible and Intuitive Interaction in the Context of the Design Studio. Second Annual IEEE International Workshop on Horizontal Interactive Human-Computer Systems (TABLETOP’07). Anais...IEEE, out. 2007Disponível em:

LUCERO, A.; ALIAKSEYEU, D.; MARTENS, J.-B. Funky wall: Presenting mood boards using gesture, speech and visuals. Proceedings of The Working Conference on Advanced Visual Interfaces -- AVI ’08. Anais...New York, New York, USA: ACM Press, 2008Disponível em:

LUCERO, A.; VAAJAKALLIO, K. Co-Designing Mood Boards: Creating Dialogue with People. Proc. of IASTED HCI 2008, p. 254–260, 2008.

MARIE LINNER. Mood boards on a white painted wall. Disponível em: . Acesso em: 14 jan. 2019.

MCDONAGH, D.; DENTON, H. Exploring the degree to which individual students share a common perception of specific mood boards: observations relating to teaching, learning and team-based design. Design Studies, v. 26, n. 1, p. 35–53, jan. 2005.

MCDONAGH, D.; STORER, I. Mood Boards as a Design Catalyst and Resource: Researching an Under-Researched Area. The Design Journal, v. 7, n. 3, p. 16–31, 28 nov. 2004.

NAKANO, D.; MUNIZ JR., J.; MUNIZ, J. Writing the literature review for empirical papers. Production, v. 28, n. 0, 2018.

PEREIRA, T. V. Mood Board como espaço de construção de metáforas. [s.l.] UNISINOS, 2010.

PORCHERON, M.; LUCERO, A.; FISCHER, J. E. Co-Curator: Designing for Mobile Ideation in Groups. Proceedings of the 20th International Academic Mindtrek Conference on - AcademicMindtrek ’16. Anais...New York, New York, USA: ACM Press, 2016Disponível em:

RIEUF, V. et al. Emotional activity in early immersive design: Sketches and moodboards in virtual reality. Design Studies, v. 48, p. 43–75, jan. 2017.

RIEUF, V.; BOUCHARD, C.; AOUSSAT, A. Immersive moodboards, a comparative study of industrial design inspiration material. J. of Design Research, v. 13, n. 1, p. 78–106, 2015.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2013.

SILVA, E. L. DA; MENEZES, E. M. Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação. 4. ed. Florianópolis: UFSC, 2005.

YAMANI, Y.; MCCARLEY, J. S.; MCDONAGH, D. Transgenerational communication through affective imagery in mood boards. Proceedings of the Human Factors and Ergonomics Society Annual Meeting, v. 54, n. 20, p. 1762–1765, set. 2010.

ZABOTTO, C. N. et al. Automatic digital mood boards to connect users and designers with kansei engineering. International Journal of Industrial Ergonomics, v. 74, n. July, p. 11, 2019.




DOI: https://doi.org/10.35522/eed.v28i1.893

Apontamentos

  • Não há apontamentos.